Secretaria de Administração promove reunião de enfrentamento com pastores evangélicos para discutir funcionamento de igrejas durante período de pandemia do novo Coronavirus

A Secretaria de administração da Prefeitura de São Simão tem trabalhado preventivamente no enfrentamento do novo coronavírus na cidade. Nesta quinta-feira, 30 de abril, a secretária de Administração, Vanessa Pimenta, e a equipe da superintendência pública municipal se reuniram com líderes religiosos evangélicos.

O encontro foi uma iniciativa do Comitê e aconteceu no Plenário Aldo dos Santos Pimenta, da Câmara de Vereadores. O comitê é formado com a participação do juiz Daniel Maciel Martins Fernandes; do promotor de justiça, Fabrício Lamas Borges; do presidente da Câmara Municipal, Lazinho Lacerda; do Comandante do 2º Pelotão da 12ª CIPM, Aspirante Ibrahin; da Procuradora Drª. Sylvia Regina; da Coordenadora de Vigilância em Saúde, Michelle Santos Cortês .

De acordo com a secretária de Administração, Vanessa Pimenta, a reunião em caráter formal teve por objetivo garantir as medidas de prevenção do contágio da doença durante a realização das celebrações religiosas e também um pedido de ajuda para divulgar as ações de prevenção contra a proliferação do vírus. “Envolvemos os pastores com o objetivo de prevenir a contaminação das pessoas. Precisamos dar uma atenção principalmente aos fiéis, especialmente aos de terceira idade, que se aglomeram em ambientes fechados nos eventos religiosos. Temos que envolver todos nesse novo desafio e precisamos tomar atitudes para minimizar qualquer tipo de problema perante a situação de saúde do nosso país”, explicou.

Durante a reunião, o entendimento conjunto foi de que o momento requer a união de forças. A secretária de Saúde, Liciane Regina de Oliveira Nora, aproveitou a oportunidade, mesmo não podendo estar presente, pediu à secretária de administração, que comandava a reunião, para enfatizar a importância do isolamento social, ferramenta mais efetiva para conter a Covid-19, e a necessidade da busca precoce pelo atendimento de saúde.

Para isso, as lideranças religiosas se prontificaram a reforçar as orientações junto aos fiéis e comunicar sobre as medidas necessárias nas comunidades, incluindo a importância da utilização de máscaras, da higienização das mãos, do uso do álcool em gel e de a população evitar aglomeração, cumprindo as orientações das autoridades de saúde.

Segundo o Decreto Municipal N° 178, de 23 de abril, em seu artigo 9°, as atividades de organizações religiosas, sem prejuízo da observância, no que couber das normas gerais previstas no artigo 5°, desse Decreto, especialmente o uso obrigatório de máscaras, deverão, preferencialmente, ser realizadas por meio de aconselhamento individual, a fim de evitar aglomerações, recomendando-se a adoção de meio virtuais nos casos de reuniões coletivas, e também observar o seguinte:

I – disponibilizar local e produtos para higienização de mãos e calçados;

II – respeitar o afastamento mínimo de 2 (dois) metros entre os membros;

III – vedar o acesso de pessoas do grupo de risco ao estabelecimento, inclusive pessoas com idade superior a 60 (sessenta) anos;

IV – impedir contato físico entre as pessoas;

V – suspender a entrada de fiéis sem máscara de proteção facial;

VI – suspender a entrada de fiéis quando ultrapassar de 30% (trinta por cento) da capacidade máxima do estabelecimento religioso;

VII – realizar a medição da temperatura, mediante termômetro infravermelho sem contato, dos fiéis na entrada do estabelecimento religioso, ficando vedado o acesso daqueles que apresentarem quadro febril;

VIII – realizar celebrações religiosas em, no máximo 2 (dois) dias por semana, sendo 1 (um) obrigatoriamente aos domingos, ressalvadas as hipóteses do parágrafo único deste artigo, observando horários alternados e intervalos entre eles de, no mínimo duas horas, de modo que não haja aglomeração interna e nas proximidades dos estabelecimentos religiosos.

A equipe do Comitê de Crise deve se reunir também, na próxima semana, com representantes das agências bancárias da cidade para discutir a aplicação de medidas de prevenção contra o coronavírus no atendimento presencial e eletrônico nos estabelecimentos, uma vez que, tem havido grandes aglomerações nas portas das agências.