Abastecimento de água e aterro sanitário foram temas de reunião

Aconteceu, no último dia 18, quinta-feira, um importante encontro entre a Prefeitura, Ministério do Desenvolvimento Regional, Caixa Econômica Federal e a consultoria contratada para estudar a viabilidade do projeto de concessão dos serviços públicos de abastecimento de água, esgotamento e manejo de resíduos sólidos para São Simão, que há mais de 40 anos sofre com a falta de água e gestão inadequada do lixo.

No encontro, que durou o dia inteiro, foram apresentados os resultados do diagnóstico feito pela consultoria sobre aspectos jurídicos, ambientais, operacionais, econômico-financeiros e sociais do projeto, que é financiado pelo Fundo de Apoio à Estruturação e ao Desenvolvimento de Projetos de Concessão e Parcerias Público-Privadas (FEP CAIXA).

Os consultores, que contam com um time multidisciplinar formado pelas empresas Ernst & Young, Conen Engenharia, Ziguia Engenharia e Lacaz Martins Advogados, mapearam a atual situação do município em relação ao aterro, às estações de tratamento de esgoto e ao fornecimento de água. Uma das descobertas do estudo foi que, embora tenha recebido melhorias, o aterro ainda precisa de obras para se adaptar às normas sanitárias.

Outra constatação foi o tamanho do desperdício da água na cidade, cerca de três vezes superior à média de consumo por habitante do país. O diagnóstico apontou para uma viabilidade preliminar do projeto, e agora os consultores iniciarão a fase denominada EVTEA (Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental), onde ocorrerá a definição do modelo e a estruturação de todo o projeto.

À tarde, com a presença do prefeito Ibinho, a reunião tratou sobre o plano de comunicação do projeto. Ficou decidido que deverá ser criado em breve um espaço no site da prefeitura dedicado inteiramente ao registro do projeto, com a possibilidade de interação com os munícipes, que poderão tirar dúvidas, sugerir e opinar. “Todos nós sabemos que São Simão não pode mais continuar com essa situação de falta e desperdício de água ao mesmo tempo. Mas qualquer solução que viermos a adotar tem que contar com a participação das pessoas”, comentou o prefeito.”