Hoje é dia D da campanha de vacinação contra a raiva em cães e gatos

Sábado é dia de vacinar seu cão ou gato contra a raiva. Serão três os locais – Secretária de Saúde, UBS da Vila Bela e na Escola Municipal José Porfírio Nogueira – para atender os cuidadores dos bichos, como parte da Campanha de Vacinação Antirrábica Animal, promovida pela Secretaria Municipal de Saúde.

A população canina e felina em Goiás é de, aproximadamente, 1.237.000. O objetivo da Campanha é que 80% dos cães e gatos em Goiás sejam imunizados, segundo o que preconiza o Ministério da Saúde.

A vacina contra a raiva é gratuita e muito importante. O objetivo da campanha é manter o controle da doença no município, que há várias décadas não registra casos de raiva. A última notificação da doença em humanos, transmitida pela variante 2 (canina), ocorreu em 2001, e o último caso de raiva canina, também transmitida pela variante 2 (canina), foi registrado em 2002. Para a vacinação, recomenda-se levar os cães contidos por corrente ou guia e, de preferência, conduzidos por adultos. Os gatos devem ser levados em gaiolas, transportadores, enrolados em mantas ou em sacos de linhagem.

Depois de vacinados, os animais não devem ser submetidos a esforços físicos. As cadelas e gatas prenhas também devem tomar a vacina.

É necessário levar o cartão de vacinas do animal.

 

A doença

A raiva humana é uma doença causada por um vírus, extremamente grave, com letalidade próxima a 100% que pode ser transmitida ao homem por meio de mordedura, lambedura ou arranhadura em mucosa ou pele lesionada. Além de cães, gatos, bovinos, equinos, suínos, macacos e morcegos, os animais silvestres também podem transmitir esta enfermidade sendo reservatório primário para a raiva na maior parte do mundo, mas os animais domésticos são as principais fontes de transmissão para os seres humanos. Nos animais de companhia está transmissão está controlada desde 2002. Observa-se o crescimento de acidentes diretos e indiretos envolvendo morcegos.

Os sinais e sintomas nos animais podem incluir alterações de comportamento, depressão ou agressão, dilatação da pupila, fotofobia, falta de coordenação muscular, mordidas no ar, salivação excessiva, dificuldade para engolir devido à paralisia da mandíbula, déficit múltiplo de nervos cranianos, falta de coordenação dos movimentos (ataxia) e perda dos movimentos dos músculos (paresia) dos membros posteriores progredindo para paralisia. Os sinais apresentados e a evolução da doença variam entre as espécies animais.